segunda-feira, 30 de março de 2009

Está sem tempo?


Você quer aprender a administrar o tempo? Então esqueça o relógio - e pegue uma bússola. Mais do que controlar as horas, os minutos e os segundos do dia, uma boa gestão do tempo exige, prioritariamente, a definição clara do rumo que você deseja dar à sua vida e sua carreira. Disso resultará todo o resto: dias menos desgastantes, compromissos respeitados, tarefas realizadas no prazo programado, metas alcançadas com serenidade e convívio saudável com a família. Essa é, na opinião dos principais especialistas em gestão do tempo, a única estratégia eficiente para quem sonha em assumir as rédeas da situação. Agendas, relógios, palms e computadores, tidos por muita gente como a solução para o problema, são apenas ferramentas eficientes que o ajudarão a atingir esse objetivo.
Administrar bem o tempo tem sido, para a maioria das pessoas, uma espécie de missão impossível. Não faltam motivos para acreditar nisso. Segundo pesquisa feita entre 2000 e 2001 pela International Stress Management (Isma), no Brasil a média semanal de horas trabalhadas varia de 47 a 49, o que representa um mês a mais ao ano quando comparada à de dez anos atrás. Ao mesmo tempo, o universo corporativo vem passando por profundas transformações. As organizações estão mais enxutas, o trabalho está cada vez mais complexo e a pressão por resultados só faz aumentar. Vivemos uma angústia permanente por não conseguir absorver o volume de informações disponível. Numa simples banca de jornal existem mais de 3 mil títulos à venda, entre jornais, revistas, fascículos, edições especiais etc. No ano 2000, foram lançadas e reeditadas pelas editoras mais de 45 mil obras, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro. E há ainda a internet. Sobra pouco ou quase nenhum tempo para família, filhos, exercícios físicos, lazer.
Essa roda-viva tem levado muitos profissionais a reavaliar sua postura. "Os executivos acreditam agora que há outras coisas importantes na vida além da carreira nas grandes empresas", afirma Philip Simshauser, presidente do The Center, divisão da consultoria DBM nos Estados Unidos. Simshauser cuida exclusivamente da carreira de altos executivos. Segundo uma pesquisa recente desenvolvida por Simshauser, 50% dos profissionais que buscam uma recolocação no mercado preferem trabalhar em pequenas empresas ou montar o próprio negócio. "Essa é uma tendência clara: eles querem ter mais tempo para a família", diz.
Qualquer um de nós pode controlar melhor o próprio tempo e deixar de fazer parte do time dos que vivem reclamando do fato de o dia ter apenas 24 horas. Você está disposto a reconquistar a autonomia de sua vida? Então não perca mais um único minuto.

Defina prioridades
Eis o primeiro e decisivo passo para começar a mudar essa realidade: "Administrar o tempo é fazer com que as pessoas busquem o que mais importa na vida delas", afirma o consultor Paulo Kretly, diretor-geral da consultoria Franklin Covey no Brasil. Em outras palavras: é preciso definir o que é realmente importante para você, e jamais perder esse foco. "Divirta-se com o que você faz e aproveite a vida", diz a professora Karen Haley Allen, da Dominican University of California, nos Estados Unidos.
"Você dá um grande passo nesse sentido quando consegue uma boa combinação entre o que deseja para sua vida, a contribuição que pretende dar à sociedade e a sua atividade profissional. Essa é a essência da administração do tempo eficiente, pois você estará sempre dando o melhor de si mesmo na execução das atividades." Digamos que você tenha como prioridade o desenvolvimento profissional, mas as funções que vem desempenhando na empresa não contribuam para esse fim. Conclusão: você está empregando mal o seu tempo. Se você valoriza os papéis de marido e pai e só desempenha o de executivo, também vem perdendo a corrida contra o relógio.
A definição das prioridades, no entanto, não é algo simples. Exige que você conheça muito bem a si mesmo. Um teste simples que poderá ajudá-lo nessa tarefa é imaginar que você está na sua festa de 80 anos. Quais projetos gostaria de ter realizado ao longo de todos esses anos? Que pessoas desejaria ver a seu lado? De quais feitos se orgulharia de contar aos filhos e netos? Agora reflita e responda com sinceridade: as atividades atuais que tomam seu tempo estão contribuindo para que você atinja esses objetivos e sonhos? Se a resposta for negativa, significa que está empregando seu tempo para fazer tarefas que não são prioritárias. Em resumo: você está mais para escravo do que para senhor do tempo. Defina, portanto, suas prioridades.

Livre-se dos maus hábitos
"Quando aceitamos um emprego, estamos, na realidade, nos comprometendo a ceder à empresa parte do nosso tempo, além de esforço, capacidade, conhecimento e talento", diz Eduardo O.C. Chaves, professor de filosofia da Unicamp e consultor de empresas. O problema é que aproveitamos mal o tempo, e para dar conta do recado começamos a usar para o trabalho horas que deveriam ser empregadas em outras atividades. Agimos assim porque adquirimos maus hábitos - e maus hábitos normalmente geram conforto no curto prazo. "É o caso da procrastinação", diz Sandro Vieira, diretor de operações e desenvolvimento da consultoria Escola de Líderes. "Deixar de fazer uma tarefa que não queremos num determinado momento gera um certo conforto por algumas horas. Só que no fim do dia o problema continuará lá, esperando por você para ser solucionado."
Adquirir maus hábitos faz perder a autonomia sobre a vida. Você quer ter liberdade para passar mais tempo ou viajar, mas não pode. Isso gera angústia, frustração e aquela velha sensação de que o trabalho tomou conta de tudo. "Quem tem tempo não é aquele que não faz nada, mas aquele que sabe administrá-lo para fazer o que deseja", diz Eduardo Chaves, da Unicamp.

Trace a sua estratégia
É provável que você conheça ou até já coloque em prática algumas técnicas de administração do tempo. Há muitos livros e cursos sobre o tema. O problema é que boa parte das teorias ainda está baseada naquelas famosas listinhas de atividades que devem ser riscadas assim que forem cumpridas. Nada contra essa técnica, que, aliás, é bastante válida e eficiente, como veremos em breve. A questão é que só isso não basta para obter um bom resultado. Hoje, há uma quase unanimidade dos consultores em relação à eficiência da chamada matriz de administração do tempo.
A metodologia foi criada por Stephen Covey, o guru americano de auto-ajuda e autor do best-seller Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. Covey distribuiu uma série de atividades de acordo com as quatro maneiras (quadrantes) em que, segundo ele, empregamos o nosso tempo. Confira no quadro abaixo:

· Quadrante I
Nesse espaço estão representadas as atividades e as situações urgentes e importantes e que exigem a nossa atenção imediata. De acordo com Covey, esse quadrante sufoca as pessoas, pois elas vivem apagando incêndio, administrando crises e se tornam escravas dos problemas. "Enquanto o foco maior permanecer nesse quadrante, você continuará sendo dominado pela correria e pela ansiedade e sentindo-se impotente diante do desperdício de tempo", diz ele. Em resumo: você perderá o controle sobre sua vida.

· Quadrante II
Refere-se às atividades importantes mas não urgentes. Trata-se de um quadrante de grande importância para sua vida, pois é onde deve estar todo o seu planejamento de longo prazo: desenvolvimento pessoal e profissional, reavaliação da carreira e de suas competências pessoais, análise e antecipação de problemas futuros, estudos, leitura de livros da sua área de atuação, elaboração de estratégias para delegação de tarefas aos subordinados, aprimoramento dos relacionamentos etc. Muitas vezes negligenciamos esse quadrante porque, embora fundamental para nossa vida, ele não tem a característica de urgência.

· Quadrante III
Nele está incluído tudo que é urgente mas não é importante. "Quando você prioriza atividades que são apenas urgentes, corre o risco de cometer um erro fatal para a perda de tempo: o de fazer algo que não o ajudará em nada a atingir seus objetivos de curto, médio ou longo prazo", afirma Silvio Bugelli, sócio-diretor da consultoria Tranjan Consultores Associados (TCA), de São Paulo, e que adota o mesmo sistema.

· Quadrante IV
São aquelas atividades que não são urgentes nem importantes. Quando você usa o tempo para algo relacionado a esse quadrante, está na maioria das vezes fazendo mau uso dele. As pessoas freqüentemente entram nessa área porque ela serve de válvula de escape para uma série de problemas, atividades e compromissos indesejados.

Segundo Stephen Covey, as pessoas que administram suas vidas de acordo com o surgimento das crises vivem 90% do tempo no quadrante I, dedicando os 10% restantes ao quadrante IV, onde estão as atividades que de alguma forma lhe dão algum alívio para as tensões. "Pessoas eficazes ficam afastadas das atividades dos quadrantes III e IV", afirma o guru. "Elas diminuem o tamanho do quadrante I e dedicam mais tempo ao quadrante II." Isso quer dizer que elas preferem se dedicar ao planejamento de vida, aos relacionamentos, ao aperfeiçoamento e à prevenção dos problemas. Todos nós sabemos que isso é importante. Mas poucos realmente dão a atenção merecida a esses aspectos por causa das chamadas atividades urgentes e inadiáveis. Lembre que a produtividade de um profissional é medida pelo trabalho feito, e não pelo esforço em realizá-lo. O ideal, portanto, não é priorizar a sua agenda, e sim agendar as suas prioridades.
Procure fazer seu próprio esquema seguindo a matriz de administração do tempo de Covey. Distribua suas atividades nos quatro quadrantes. Descubra em qual deles você tem empregado a maior parte do seu tempo e faça os ajustes necessários, procurando privilegiar os quadrantes I e II. Feito isso, você poderá usar as ferramentas que o ajudarão a administrar o tempo de acordo com suas prioridades. Tente programar as atividades mais importantes de acordo com seu relógio biológico - ou seja, para aquelas horas do dia em que você costuma ser mais produtivo. Veja como agir em cada uma das situações que mais costumam roubar tempo no trabalho:
Grande número de atividades
Agenda, palm, computador e caderno passam a ser bastante úteis a partir de agora. Utilize a ferramenta que achar mais adequada para fazer sua lista de atividades. Defina quais as prioridades do dia e concentre-se nelas. Procure manter o foco. Não perca tempo com coisas que não são importantes e cuidado para não se deixar levar pela ansiedade. Vá riscando tudo aquilo que for executando. Isso é fundamental, pois o deixará estimulado e dará a sensação de que está realmente solucionando os problemas. Se precisar trabalhar mais horas que o normal num determinado período do mês, prefira chegar mais cedo ao escritório a sair mais tarde. Se tiver de levar trabalho para casa, programe-se para concluí-lo uma hora antes de se deitar, para reduzir a ansiedade e dormir mais tranqüilo. Muitos profissionais passam noites em claro por causa disso.

E-mail
Abra-os, no máximo, duas vezes ao dia. "Quem fica o tempo todo olhando seu correio eletrônico geralmente tem o perfil de uma pessoa ansiosa", diz Sandro Vieira, da Escola de Líderes. Contenha-se. Quando abri-los, no entanto, responda-os no mesmo instante. Coloque os que necessitam de maior atenção e demandam mais tempo na sua lista de prioridades.

Excesso de informações
Mesmo que você tenha uma capacidade acima da média para absorver informações, jamais conseguirá assimilar tudo o que deseja. "Um dos segredos é não perder tempo com o que os outros acham que você deve saber", diz Elaine St. James em seu best-seller Simplifique Sua Vida no Trabalho (Editora Mandarim, 242 páginas). Você precisa desenvolver um senso crítico em relação ao que deve ou não ler, e saber se uma determinada informação será útil para o seu trabalho. As pessoas perdem muito tempo lendo informações que são interessantes mas não importantes.
Para desenvolver uma disciplina, estabeleça um número de páginas para ler diariamente. Ou então determine um tempo fixo: 30 minutos, 45 minutos, uma hora. "Escolha o período do dia em que seu nível de compreensão é maior", diz Sandro Vieira, da Escola de Líderes. "Caso contrário, você acabará tendo de reler o texto para assimilá-lo." Evite também deixar papéis com anotações soltos em sua mesa. O ideal é colocar todas elas num único lugar (caderno, agenda, palm etc.). De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Franklin Covey, perdemos em média 28 minutos por dia tentando encontrar em nossa mesa as informações de que tanto necessitamos.

Telefone
É instantâneo: o telefone toca e você o atende, desviando sua atenção. Além de perder a concentração no que estava fazendo, você corre o risco de empregar seu tempo em algo sem muita importância (um amigo querendo bater papo, outro desejando consultá-lo sobre um problema dele e não seu etc.). Para filtrar as ligações, você pode orientar melhor sua secretária, usar uma caixa postal para receber e gravar as mensagens ou mesmo determinar um horário para atender às ligações. Nesse último caso, avise as pessoas sobre a hora em que estará disponível para os telefonemas e peça que procurem respeitá-la. Evite abrir exceções. Seja sempre claro e objetivo ao falar ao telefone no trabalho.

Reuniões
Alguns executivos, na tentativa de reduzir o tempo de duração das reuniões, adotam a estratégia de fazê-las em pé. Isso só funciona se o tema não exigir muita análise, reflexão e debate. Para tornar as reuniões produtivas, adote as seguintes medidas: agende a reunião com antecedência, defina a pauta alguns dias antes e comunique a todos, não convoque ninguém que não seja realmente necessário, controle as conversas paralelas e os que monopolizam o diálogo, e procure não sair da pauta. Reuniões com mais de uma hora de duração geralmente são menos produtivas e mais cansativas. Outra maneira eficiente de impedir que esses encontros se alonguem demais é agendá-los estrategicamente às 11h30 (próximo ao horário de almoço) ou às 4 horas de uma sexta-feira (quando todos já estarão pensando no fim de semana). Reuniões nesses horários costumam ser mais rápidas, pois a maioria das pessoas tende a ser mais objetiva para satisfazer o hábito alimentar ou para programar as atividades do sábado e do domingo.

Acúmulo de tarefas
Geralmente é reflexo de centralização excessiva. Delegue as tarefas. Para fazê-lo de maneira eficiente, no entanto, você precisa conhecer bem sua equipe e distribuir as tarefas de acordo com o perfil e a capacidade de cada um. Se você delegou, é porque confia nas pessoas. Não fique, portanto, interferindo no trabalho dos subordinados como se fosse o único capaz de resolver o problema com eficiência e dentro do prazo programado.

Interrupções
Se você é daquelas pessoas que estão sempre disponíveis, então sabe o quanto as interrupções atrapalham o desenvolvimento do trabalho. Antes de agir drasticamente contra esse problema, tenha em mente uma coisa: "As interrupções significam que nós temos valor, amigos e informações importantes", diz a especialista em gestão do tempo Karen Haley Allen, professora da Dominican University of California. "Em alguns casos, as interrupções significam que você faz parte dos negócios." Para evitar abusos, porém, você precisa aprender a dizer não e a ser firme. Não confunda boa educação com complacência. Diga à pessoa que o interrompeu que está ocupado. Se estiver escrevendo e alguém entrar em sua sala, não solte a caneta, caso contrário ele achará que você tem tempo de sobra para ouvi-lo. Peça para a secretária "filtrar" os que desejem falar com você. Outra armadilha na qual caímos com freqüência é a de colocar cadeiras estrategicamente em frente às nossas mesas para receber os visitantes. Isso, na verdade, acaba sendo uma espécie de convite para que as pessoas se sentem ali e fiquem longos minutos falando sobre assuntos que nem sempre estão relacionados ao trabalho.
A saída é deixar as cadeiras num canto qualquer de sua sala. Se a pessoa, no entanto, merecer maior atenção, aí, sim, você deve se levantar e posicionar a cadeira diante da mesa.

Burocracia
É um mal crônico em muitas organizações. Que fazer? Simplifique o que for possível. Há um grande número de atividades que somos obrigados a cumprir e que não agregam nenhum tipo de valor à empresa, ao produto e ao trabalho. Então, por que continuar? Tente questionar as tarefas que contribuem para a manutenção da burocracia e eliminar as que estiverem dentro de sua alçada.

Celular
O recurso "olho mágico", que identifica quem está chamando, é um grande aliado. Só atenda quando for alguém com quem você não pode deixar de falar. Retorne as outras ligações num horário que não prejudique o seu trabalho. Ter um segundo celular apenas para chamadas urgentes é uma alternativa. Isso só funcionará, claro, se você for bastante seletivo na hora de divulgar esse outro número.

Imprevistos
Não há como evitá-los. Mas uma maneira eficiente de impedir que os acontecimentos inesperados provoquem um caos no seu dia de trabalho é manter um espaço de tempo livre na agenda para cuidar desse tipo de problema. Dessa forma, o imprevisto estará relativamente previsto dentro de sua programação. Enfim, há um velho ditado popular que diz que tempo é dinheiro. É um grande erro. Tempo é vida. Cuide bem dele.

Mauro Silveira

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

RISCOS

Para alcançar qualquer objetivo, sempre há um risco envolvido. Muitas pessoas dizem: “não vou correr risco nenhum; não quero ter problemas!”...

O que elas não imaginam é que: é justamente no meio do problema que se encontram os melhores frutos... Há uma lei funcionando neste planeta que assegura que as recompensas vêm depois do risco, e não o contrário.

A maioria de nós começa a vida com uma atitude saudável em relação ao risco. Quando somos crianças, mal podemos esperar para tentar novas aventuras... Uma criança saudável e feliz, assim como um adulto saudável e feliz, adora se testar e aceitar desafios. Quando damos aqueles primeiros passos incertos, ao começarmos a dominar a arte de andar, estamos correndo riscos. E adoramos isso!

Mas, de alguma maneira, entre a idade de 2 e 22 anos, muitas pessoas passam por uma dramática mudança de atitude. Ficam preocupadas em se manterem sempre sãs e salvas; então, passam as noites grudadas na frente da televisão, fascinadas com as ousadas aventuras dos super-heróis de celulóide. Ou então, “engolem” grandes doses de novelas e seriados, enquanto suas próprias vidas degeneram para um interminável seguimento de um ano insuportável após o outro.

O tempero da vida está justamente em fazer coisas novas, em moldar algo com nossa própria substância. A busca pela segurança mina nossa força vital... Ser diferente é arriscado, mas também significa poder ser você mesmo... 

Na verdade, o universo está continuamente nos encorajando a nos testarmos, a superarmos os desafios e a sermos extraordinários. Para ganhar, devemos arriscar. Para aprender a andar, devemos nos arriscar a cair e nos machucar.  Para ganhar um real, devemos nos arriscar a perdê-lo, e as pessoas que ganham o máximo arriscam o máximo. Os vencedores correm mais riscos do que os perdedores. Por isso é que eles ganham tanto...

Em poucas palavras: nós temos uma escolha. A escolha entre viver de verdade ou apenas existir. Arranjar um novo emprego é um risco. Atravessar uma rua é um risco. Começar um negócio, um relacionamento ou uma família é um risco... A vida é um risco. Então, vamos caminhar um pouco por esse pomar e colher algumas frutas!

(texto de Andrew Matthews no livro "Seja Feliz")

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SE...


Depois de um longo período sem postar nada, volto hoje com um poema especial. Não é de minha autoria, mas o considero lindíssimo. O autor é Rudyard Kipling, indiano de nascimento, mas de descendência inglesa. Para lhe refrescar a memória, lembro-lhe que ele é o mesmo que escreveu o conto original Mogli, o Menino-Lobo, depois adaptado para desenho animado pela Disney.

 

Considero não apenas lindo, mas muito forte esse poema. Essa bela obra de arte me inspirou muito, e me ajudou a levantar-me nos meus maus momentos, quando a foice do desânimo e das dificuldades me ceifava a esperança. Conheci esse belo poema ao ler o livro “Colunas do Caráter”, de S. Júlio Schwantes, livro que recomendo a todos, principalmente nesta nossa época, onde, como disse muito sabiamente Rui Barbosa, “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

 

Enfim, segue a poesia. Com vocês, Rudyard Kipling:


SE

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida. 

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste! 

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

Tradução: Guilherme de Almeida


Original Inglês
IF 
If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise:

If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools: 

If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!" 

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings--nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And--which is more--you'll be a Man, my son! 

--Rudyard Kipling

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Uma Mulher Chamada Guitarra


Uma mulher chamada guitarra


Vinicius de Moraes


Um dia, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou o violão, era “a música em forma de mulher”. A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam un mot d´esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.

O violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina – viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo – o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia, e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim) se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou o violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer “passado na cara” por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-fome, da Favela do Esqueleto.

Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d´amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas...Até na maneira de ser tocado – contra o peito – lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu responderei: um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e entender a Lua.

MORAES, Vinicius de. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. p.23-24.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Minha fraqueza, Teu poder


Minha fraqueza, Teu poder



André L. L. de Alcântara


Outra vez eu venho a Ti
Suplicando o Teu perdão.
Quantas vezes eu caí
Nessa mesma provação?

Duvidei do Teu amor
Decidi Te abandonar.
Quando tudo desabou
Vi minha vida terminar.

Foi então que percebi
Na fraqueza, o Teu poder
Se aperfeiçoa em mim
Se de Ti eu depender.

Pois eu sei que frágil sou
Mas não temo mais a morte
Porque quando fraco estou
É então que eu sou forte.
A Tua graça me bastou
Para eu poder viver
Me entrego a Ti, Senhor
P’ra fazer a Teu querer.

Não me importa mais fraqueza
Ou injúria e aflição.
Buscarei Tua grandeza
De joelho, em oração.

Oh! Senhor, me gloriarei
Nas fraquezas de meu ser
Pois mais forte eu serei
Se eu viver em Teu poder.

Quero um dia Te encontrar,
Receber na Tua luz
O poder que não tem par,
O poder de meu Jesus.


23 de setembro de 2005, 23h23

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Salmo 46




Salmo 46
(decassílabo)


André L. L de Alcântara


Refúgio e fortaleza é o nosso Deus.
Inda que sobre os mares caiam os montes,
Que venha assolação aos filhos Seus,
E a tempestade nos dilacere, antes,

Nada temeremos no mundo aqui,
Pois Deus nos reserva mansões reais,
O Santo Lugar, Morada de Deus.
Jardins tão lindos; não há como tais.

Mas na cidade de Deus há um rio,
Cujas correntes saciam as nações.
Beberemos dessa água na fonte;
Entoaremos, com anjos, mil canções.

“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.
Eis que posso fazer cessar a guerra.
Contemplai as obras de Minha mão.
Sou exaltado entre as nações da Terra.”

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sábado X Domingo



Navegando ao léu, encontrei um artigo interessante a respeito dos fatores que favorecerão a guarda do domingo como dia santo.

Claro que o artigo tem um "ar" de conjectura, mas é bem possível que muitos dos fatores venham a se concretizar ou se combinar. O que interessa é que a guarda mundial do domingo vai ser implantada, quer nos oponhamos ou não. A maneira que isso vai acontecer vai ser conhecida somente quando vier às vias de fato. Mas é interessante já pensar nos caminhos que isso vai percorrer, e observar os sinais. E é isso o que esse artigo faz.


Segue o link:



Para economizar o trabalho do leitor, copiei também o texto abaixo.


Pesquisador Adventista aponta Fatores que Favorecerão a santificação do Domingo

Tema de controvérsia

No final dos tempos vai haver uma grande controvérsia sobre o dia em que devemos, segundo os mandamentos da Lei de DEUS, santificar como dedicado exclusivamente ao Senhor. Há no mundo três dias em questão: a sexta-feira, dia dos muçulmanos, o sábado, dia dos adventistas, outras igrejas e dos judeus e o domingo, dia da igreja católica, de muitas outras igrejas cristãs que herdaram esse dia do catolicismo, que o herdou do paganismo e espiritismo.

A controvérsia se dará não por iniciativa dos muçulmanos querendo defender a sexta-feira, nem por parte dos judeus ou adventistas, querendo defender o sábado, nem por parte dos pagãos, querendo defender o domingo, mas, por parte do protestantismo dos Estados Unidos, aliado ao Vaticano, para impor o domingo. Antes dessa imposição teremos em muitos lugares um debate em forma de controvérsia, na forma de pregação nas igrejas, e textos em jornais, revistas, livros e TV, e outros importantes meios de comunicação. Essa controvérsia já acontece, e tende a se acentuar cada vez mais. Ela chegará a seu auge quando o domingo for imposto pela força da lei, inicialmente nos Estados Unidos, e então, gradativamente, pelo mundo todo.

Que motivos hoje favorecem a santificação do domingo? Vejamos os mais importantes:

a) As pessoas não param mais de trabalhar, e os níveis de estresse estão cada vez mais elevados;

b) O comércio está sem limites para parar, se nada for feito, em algum tempo teremos não 40 horas por semana com lojas abertas, mas literalmente 168 horas;

c) A abertura do comércio aos domingos não aumenta significativamente as vendas na economia de um país, nem aumenta significativamente os impostos, segundo um estudo realizado por professores da USP, portanto, não há porque as lojas abrirem aos domingos;

d) Quem leva vantagem com a abertura aos domingos são as lojas dos grandes centros comerciais e de lazer; em detrimento, no caso, das lojas de rua;

e) Para reorganizar outra vez o que está saindo do controle, é necessária uma determinação legal em forma de lei, obrigando a todos o fechamento do comércio aos domingos, e assim também qualquer outra atividade econômica;

f) Para o Igreja Católica, a situação é de verdadeiro caos, pois, na realidade, não tem nenhum dia de guarda, pois os próprios católicos tanto vão à missa quanto trabalham em seu dia santo, isso reforça a necessidade de uma lei de força para esse dia ser guardado;

g) Torna-se claramente necessário estender a obrigatoriedade a todas as igrejas, até porque a maioria guarda o domingo. Ocorre que se algumas pessoas que santificam outro dia, o sábado ou a sexta-feira, não tiverem sobre elas obrigatoriedade alguma para seus respectivos dias santos, essa prática traria confusão na mente dos guardadores do domingo, e eles poderiam debandar para essas outras religiões, onde o dia de guarda nunca foi nem é obrigatório por força de lei civil.

h) Portanto, para organizar a vida dos membros da igreja católica, o que já está evidente, terá de ser feito por força de lei sobre os próprios católicos, também deverá abranger as demais religiões, pois, senão vai ficar contraditório, apenas os guardadores do domingo serem obrigados por força de lei.

i) Essa lei obrigará não somente a cessação do trabalho aos domingos, mas a obrigatoriedade da presença na missa e participação na eucaristia, conforme o documento de João Paulo II, Dies Domini.

j) Para isso, se evocará, como já está sendo, os decretos do império romano antigo, como jurisprudência e justificativa, de algo que já deu certo.

k) Ou seja, ao menos assim se ouve dizer, os católicos mais uma vez ficarão felizes por poderem guardar o domingo. Ora, eles estão sendo obrigados a trabalhar nos domingos não pelos muçulmanos nem pelos judeus nem pelos adventistas, mas pelos próprios católicos, que abrem seus negócios aos domingos. Os proprietários de comércio de outras religiões facilmente dariam o domingo livre a quem quisesse de fato santifica-lo, pois entendem que todos devem ser livres para prestar o culto que pensam ser o certo.

l) Também se utilizará, paralelamente, a necessidade de maior devoção às coisas da igreja, diante do espantoso aumento de tragédias, desastres e da violência. A causa, segundo as mensagens da virgem Maria, é porque há muitos que não santificam o domingo, nem vão à missa.

m) Ainda, paralelamente, ao mesmo tempo em que a igreja católica precisa resolver seus problemas internos de devoção e santificação ao domingo, está alcançando grande poder a pregação da verdade bíblica do sábado, justamente em contraste do domingo, o que traz o perigo dos católicos descobrirem que o domingo é falso, não bíblico nem por autorização divina, não é o dia dos cristãos, mas dos pagãos, e por ele não se adora aquele que fez (ver Apoc. 14:7). A rigor o domingo não pertence aos protestantes, nem aos católicos, mas aos pagãos.

n) Mais alguma coisa, o sistema de governo do planeta, da Nova Ordem Mundial, precisa dispor de um sistema de fidelidade a esse governo, ou seja, como há uma grave situação de descontentamento contra os EUA mundo afora, esse sistema de fidelidade se faz muito necessário. O domingo se presta bem para tal finalidade, ou seja, quem guarda o domingo estará prestando, semanalmente, uma espécie de garantia que concorda com o sistema de governo planetário em implantação, pois é uma ação conjunta dos EUA com o Vaticano e com o paganismo e espiritismo.

o) Também poderá servir de referencial a quem está de fato com os EUA no combate aos terroristas, e quem está contra;

p) Assim como servirá para identificar quem está com a ONU pelo projeto de “Paz e Segurança”, seu projeto prioritário que precisa de alianças e da união global para obter algum sucesso, e quem não está apoiando esse projeto;

q) Esse sistema todo, no seu conjunto, quer impor uma forma de adoração a satanás, mas isso não está nas manchetes, e nunca estará.

r) Os líderes muçulmanos não fundamentalistas e os seus políticos, que tem o poder, concordarão com a santificação do domingo, pois já há uma elegante simpatia pelo atual papa e por Maria, que se torna a santa universal, em lugar de JESUS. Ela está sendo cada vez mais bem aceita pelos muçulmanos. Os seus políticos, para defender a posição católica, são presentemente favorecidos com generosas somas em dinheiro, como profetiza Apoc. 18:3 e 11 a 16, países que se enriquecem à custa da luxúria da igreja que domina sobre os reis da Terra (Apoc. 17:18).

s) Os líderes judeus liberais também concordarão, pois assim se vê uma forma de resolver o caos que se instala na guerra entre palestinos e israelitas, fora de controle.

Portanto, a imposição do domingo tem múltiplos interesses: a consagração do presidente americano como líder sobre o planeta, como fez Constantino; a adoração da besta e do dragão; a solução de um problema da igreja católica dado que seus membros na verdade não santificam dia nenhum; a solução dos grandes problemas do mundo e a eliminação de igrejas que não se aliarem com o catolicismo paganizado. Isso demonstra que JESUS está por implementar grandes decisões em breve, e logo depois disso, vai voltar a esta terra.
-- Prof. Sikberto Marks. (Texto encontrado na internet.) Pesquisador Adventista